PSIATRUS
FÓRUM DE REFLEXÃO SOBRE TEMAS DE PSICOLOGIA, NEUROLOGIA E PSIQUIATRIA
Tuesday, May 02, 2006
Monday, May 01, 2006
DEPRESSÃO E FAMÍLIA
As coisas em si mesmo raramente são boas ou más, a nossa mente é que as torna assim.
W. Shakespeare
Quando uma pessoa atravessa uma fase de depressão tem uma percepção alterada da realidade, ou seja tende a valorizar os acontecimentos negativos e pelo contrário a não valorizar as circunstâncias positivas da sua vida.
Esta situação, que contribui para o agravamento do estado depressivo pode parecer estranha para quem está ao lado, mas faz parte das alterações do pensamento induzidas pela depressão, sem que o indivíduo consiga controlá-las de forma eficiente.
Outras das alterações frequentes do pensamento são os sentimentos de culpa, pelo que algumas intervenções com vista a “animar” uma pessoa deprimida podem ter um efeito contrário, levando-o a pensar: “toda a gente me quer ajudar e eu estou a desiludi-los”.
A depressão leva a uma dor interna, “da alma”, portanto não é agradável para ninguém estar deprimido.
Em geral evolui por fases, pelo que é fundamental fomentar a esperança nos futuros dias melhores.
Alguns das frases que NÃO AJUDAM:
“Eu pensava que tu eras mais forte”
“Isso é tudo da tua cabeça”
“Tens é que ter força de vontade”
“Deixa de te lamentares”
“Há pessoas que estão muito pior do que tu”
“Tu tens tudo para ser feliz, porque andas assim?”
“Não devias tomar todos esses medicamentos”
“Faz mas é uma viagem”
“Porque não sorris à vida?”
“Não penses nisso”
“É tudo culpa tua”
W. Shakespeare
Quando uma pessoa atravessa uma fase de depressão tem uma percepção alterada da realidade, ou seja tende a valorizar os acontecimentos negativos e pelo contrário a não valorizar as circunstâncias positivas da sua vida.
Esta situação, que contribui para o agravamento do estado depressivo pode parecer estranha para quem está ao lado, mas faz parte das alterações do pensamento induzidas pela depressão, sem que o indivíduo consiga controlá-las de forma eficiente.
Outras das alterações frequentes do pensamento são os sentimentos de culpa, pelo que algumas intervenções com vista a “animar” uma pessoa deprimida podem ter um efeito contrário, levando-o a pensar: “toda a gente me quer ajudar e eu estou a desiludi-los”.
A depressão leva a uma dor interna, “da alma”, portanto não é agradável para ninguém estar deprimido.
Em geral evolui por fases, pelo que é fundamental fomentar a esperança nos futuros dias melhores.
Alguns das frases que NÃO AJUDAM:
“Eu pensava que tu eras mais forte”
“Isso é tudo da tua cabeça”
“Tens é que ter força de vontade”
“Deixa de te lamentares”
“Há pessoas que estão muito pior do que tu”
“Tu tens tudo para ser feliz, porque andas assim?”
“Não devias tomar todos esses medicamentos”
“Faz mas é uma viagem”
“Porque não sorris à vida?”
“Não penses nisso”
“É tudo culpa tua”
Frases que PODEM AJUDAR
“Gosto muito de ti”
“Podes contar comigo para te ajudar”
“Lamento que estejas a sofrer, conta comigo”
"És importante para mim e o que sentes tem muita importância”
“Sinto que estás a sofrer muito, penso que um médico te poderia ajudar”
“O que aconteceu é uma fase que vais ultrapassar”
“Estás outra vez numa crise de depressão que se pode tratar e curar
"Como aconteceu na crise que já sofreste”
“Precisas de descansar e tens esse direito, para poderes tratar-te como deve ser”
“A vida há-de voltar a ter sentido”
Adapt. da Revista Bipolar
“Gosto muito de ti”
“Podes contar comigo para te ajudar”
“Lamento que estejas a sofrer, conta comigo”
"És importante para mim e o que sentes tem muita importância”
“Sinto que estás a sofrer muito, penso que um médico te poderia ajudar”
“O que aconteceu é uma fase que vais ultrapassar”
“Estás outra vez numa crise de depressão que se pode tratar e curar
"Como aconteceu na crise que já sofreste”
“Precisas de descansar e tens esse direito, para poderes tratar-te como deve ser”
“A vida há-de voltar a ter sentido”
Adapt. da Revista Bipolar
ANSIEDADE E DEPRESSÃO
Os sintomas de ansiedade e depressão são comuns.
Mais de um quarto das pessoas têm pelo menos um episódio depressivo ao longo da sua vida.
Existem diferentes factores que desencadeiam este tipo de sintomas, que podemos dividir esquematicamente em três grupos:
Factores de ordem vivencial
Como consequências de determinados acontecimentos que são sentidos como perdas, ou dito de outro modo, desgostos.
Factores de ordem psicológica
São igualmente resultantes de acontecimentos à nossa volta, mas em relação aos quais temos uma sensibilidade especial, resultante do desenvolvimento particular da nossa personalidade, ou seja determinados acontecimentos levam algumas pessoas a reagir intensamente, enquanto enfrentam de forma perfeitamente adequada outras situações que parecem igualmente difíceis de lidar.
Factores de ordem biológica
A regulação dos nossos afectos depende de mecanismos bioquímicos cerebrais, por vezes surgem disfunções biológicas desta regulação e uma pessoa pode por exemplo ficar triste sem que lhe tenham ocorrido quaisquer circunstâncias negativas.
Os sintomas de ansiedade e depressão surgem como resultado do conjunto destes três factores.
Podem surgir apenas por razões vivenciais, psicológicas ou biológicas, mas de uma forma geral surgem devido à influência conjunta de várias.
No entanto em cada episódio destas situações existem uma importância diferente de cada um destes factores, o seu peso relativo é um passo fundamental do diagnóstico, pois condiciona de forma significativa todo o processo de tratamento.
Mais de um quarto das pessoas têm pelo menos um episódio depressivo ao longo da sua vida.
Existem diferentes factores que desencadeiam este tipo de sintomas, que podemos dividir esquematicamente em três grupos:
Factores de ordem vivencial
Como consequências de determinados acontecimentos que são sentidos como perdas, ou dito de outro modo, desgostos.
Factores de ordem psicológica
São igualmente resultantes de acontecimentos à nossa volta, mas em relação aos quais temos uma sensibilidade especial, resultante do desenvolvimento particular da nossa personalidade, ou seja determinados acontecimentos levam algumas pessoas a reagir intensamente, enquanto enfrentam de forma perfeitamente adequada outras situações que parecem igualmente difíceis de lidar.
Factores de ordem biológica
A regulação dos nossos afectos depende de mecanismos bioquímicos cerebrais, por vezes surgem disfunções biológicas desta regulação e uma pessoa pode por exemplo ficar triste sem que lhe tenham ocorrido quaisquer circunstâncias negativas.
Os sintomas de ansiedade e depressão surgem como resultado do conjunto destes três factores.
Podem surgir apenas por razões vivenciais, psicológicas ou biológicas, mas de uma forma geral surgem devido à influência conjunta de várias.
No entanto em cada episódio destas situações existem uma importância diferente de cada um destes factores, o seu peso relativo é um passo fundamental do diagnóstico, pois condiciona de forma significativa todo o processo de tratamento.
PSIATRUS - APRESENTAÇÃO
A evolução das neuro-ciências tem vindo a iluminar as pontes escondidas entre os fenómenos mentais: pensamentos, emoções e comportamentos e os processos e estruturas biológicas que lhe estão subjacentes, levando à criação de modelos de compreensão dos processos mentais que integram o conhecimentos de diferentes disciplinas que anteriormente se encontravam dispersas.
Mas paralelamente a este movimento de integração de conhecimentos reconhece-se que as alterações do funcionamento mental se traduzem por perturbações de vária ordem: dor ou sofrimento psicológico; incapacidade; perda de liberdade; comportamentos que põem em risco a sua integridade ou a de outros, requerendo abordagens específicas para as diferentes dimensões da doença.
Mas paralelamente a este movimento de integração de conhecimentos reconhece-se que as alterações do funcionamento mental se traduzem por perturbações de vária ordem: dor ou sofrimento psicológico; incapacidade; perda de liberdade; comportamentos que põem em risco a sua integridade ou a de outros, requerendo abordagens específicas para as diferentes dimensões da doença.
Assim, gostaríamos de trazer alguma inovação no diagnóstico e tratamento das alterações do funcionamento mental através de uma abordagem multi-disciplinar que permita um diagnóstico baseado nos problemas / insuficiências, para a partir deste utilizar as técnicas terapêuticas e de reabilitação com vista a permitir ao individuo retomar o seu percurso de vida, em função do seu potencial.
Propomo-nos ainda desenvolver alguma actividade no âmbito das avaliações periciais, nomeadamente nas situações de doença directa.
Nas perturbações que cursam com uma incapacidade significativa, isto traduz-se por uma grande sobrecarga emocional e por vezes física sobre os envolventes, nomeadamente a família, levando a reacções emocionais intensas, por vezes com ciclos de exaltação e culpabilidade. Sabendo-se da importância do suporte social nestas situações propomo-nos fornecer informação científica actualizada sobre as características dessas perturbações.
